História do Município

HISTÓRICO

O município de Goianésia Do Pará foi desmembrado do município de Rondon do Pará pela Lei Estadual nº 5.703, de 13 de dezembro de 1991, e instalado em 01 de janeiro de 1993. O nome Goianésia Do Pará  deve-se a uma doação do território por parte do proprietário da fazenda que exigiu somente que colocasse o nome de sua cidade natal Goianésia localizada no estado de Goiás.

A cidade cresceu muito nos últimos seis anos, principalmente pela sua localização bem próxima à hidrelétrica de Tucurui. São dezoito vilas e nos últimos anos algumas “invasões” podem ser observadas ao longo das vias de ligação com outras cidades da região entorno da UHE.

UHE de Tucurui

A ATRAÇÃO MIGRATÓRIA PARA GOIANÉSIA DO PARÁ

Quando se fala do surgimento de algumas cidades paraenses logo nos remete imagens de cidades cercadas por rios no meio da mata, onde o único transporte são as canoas e barcos. Porém em se tratando das cidades criadas a partir da década de 80 é comum associarmos o surgimento das mesmas atreladas a execução dos grandes projetos nesta região, como à construção da UHT de Tucuruí, uma vez que esse foi o primeiro grande passo para o aproveitamento do potencial hidrelétrico do Estado, não somente para atender a empreendimentos econômicos, como também para suprir as crescentes demandas de outras regiões do país, dentre elas, principalmente, a nordestina.

É pertinente ressaltar também o programa grande Carajás – PGC que foi de fundamental importância para realização de empreendimentos industriais uma vez que proporcionou incentivo fiscal financeiro e de outras naturezas a projetos considerados importantes para o desenvolvimento econômico de sua área de atuação. No entanto para implantação desses empreendimentos foi necessária a construção de uma infra-estrutura que viesse proporcionar sustentabilidade para a execução dos mesmos. Isso só foi possível através da criação de programas especiais sendo um deles o POLAMAZÔNIA (Programa de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia)44 essa estratégia valorizou sobremaneira, as riquezas minerais e o potencial energético regional, esses empreendimentos foram viabilizados particularmente, por grandes empresas estatais como a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a Eletronorte (EN).

Surgem então, a partir de 1981/82 novos núcleos populacionais sendo ao longo das rodovias entroncamentos como Breu Branco, Nova Ipixuna e Novo Repartimento ou na periferia de rodovias existentes e aglomeradas já dotadas de alguma infra-estrutura  uma vez que essas foram também formas urbanas bastante difundidas nesse período dos grandes projetos, onde a maioria desses povoamentos surgiam as margens das estradas, postos de gasolina ou canteiro de obras rodoviárias, onde em meio ao surgimento de vários municípios pode-se dar o exemplo de Goianésia do Pará que tem seu povoamento acentuado com a construção da PA – 150, construída com a finalidade de ligar a capital do Estado ao sul do Pará, oportunizando ainda o escoamento dos produtos para outras regiões brasileiras.

No entanto, não se pode falar de Goianésia do Pará sem se reportar ao surgimento das rodovias PA – 150 e PA – 263, uma vez que essas abririam as portas de acesso para todo o sistema de transporte rodoviário dessa região sudeste paraense, permitindo que pontos importantes de nossa maior produção tivessem escoamento através de ligações rodoviárias. Sem contar que essa foi também uma estratégia do governo do estado para suprir a demanda de materiais que a construção da Hidrelétrica de Tucuruí necessitaria, pois mesmo que o rio Tocantins se mostrasse trafegável; no período do verão este não seria a solução, necessitava-se abrir uma rodovia para possibilitar o acesso a Barragem de Tucuruí, uma vez que a transamazônica se mostrava em condições precárias e inviáveis para o tráfego de caminhões pesados. 

A medida que a construção da rodovia PA 150 avançava, encontrava cada vez mais, situações constituídas por obras de grilagens; as suas margens instalavam-se posseiros que diziam ter titulação das terras, mesmo sem as ter, pois agora o peso maior era o da especulação onde a construção da PA – 150 se efetua no sentido de uma apropriação rápida e fácil do governo federal, e o órgão responsável pela engenharia agiu, sem vinculação com a o órgão que daria uma ordenação a ocupação do espaço, fugindo assim do controle à ocupação do espaço atravessado  pela  rodovia,  e  ao  final  da  implantação  dessa  rodovia, as áreas de ambos os lados se encontravam ocupados por lavradores, madeireiros e fazendeiros, fundamentalmente em sua essência maranhenses, mineiros, baianos e capixabas. Sendo esses os imigrantes que se estabeleceram e permaneceram neste local atraídos pela oferta de trabalho, o que veio oportunizar que centenas de pessoas ali se instalassem.

Muitos imigrantes inconformados com as dificuldades encontradas nos locais em que vivem se deslocam de sua terra natal em busca de novas possibilidades de melhorar de vida; essa mobilidade da população são responsáveis pelas transformações que ocorrerão na política, na economia dos lugares onde esses vierem se instalar a partir das migrações inter-regionais, caso esse de muitos habitantes que atravessaram para o Pará vindos principalmente do Sudeste do Maranhão atraídos pela existência de mão-de-obra alternativa e complementar na coleta da Castanha.

Essas imigrações se desencadearam com o declínio econômico do nordeste que passa por uma estagnação no seu setor industrial, causando uma repulsão populacional em fins do séc. XIX até a década de 80.

Essa migração Nordestina é propiciada também pela localização territorial, principalmente por aqueles que viviam próximos ao Rio Tocantins que faziam a atravessia deste, indo se instalar no município de Marabá e consecutivamente viriam mais tarde se locomover até os novos municípios que ora surgiam; pela possibilidade de empregos que a criação desses municípios proporcionavam. Percebe-se então uma semelhança entre os primeiros nordestinos que vinham em busca de trabalho na extração da borracha e posteriormente da castanha, com os nordestinos e sulistas que se instalam em Goianésia do Pará em fins da década de 70, estabelecendo aqui um vínculo com a terra, voltados seja para extração vegetal ou para agricultura.

A recuperação da história do surgimento de Goianésia do Pará se tornará possível, a partir do momento que tomarmos como eixo fundamental a memória de seus antigos moradores, através de relatos orais, uma vez que a documentação escrita  sobre o  assunto se  faz escassa,  ainda porque esse  trabalho se  apresenta como pioneiro na realização de mostrar a participação dos imigrantes sulistas e nordestinos que aqui chegaram e que num curto período de tempo edificaram o município de Goianésia do Pará, onde mais tarde lutam para emancipação.

O ano de 1978 ficou marcado na memória dos primeiros moradores de Goianésia do Pará, por ser este o período que começa a surgir o povoado em meio a mata virgem, que futuramente seria modificada pela ação do homem, onde as condições de vida eram difíceis o  caminho a ser trilhado  se  tornava  cada  vez  mais penoso;   porém   esses  migrantes   se   mostraram   persistentes  na  luta contra as injustiças a eles cometida, e com intuito de vencerem, e de realizarem seu ideal de ser o dono da terra de onde dignamente precisavam trabalhar para tirar seu sustento e o de sua família.

Esses primeiros imigrantes traziam consigo o sonho de possuir seu pedaço de chão, uma vez que em sua terra natal cada vez mais esse sonho se distanciava da realidade.

A chegada até essa localidade foi para muitos penosa, nessa época as estradas eram poucas, na maioria das vezes as pessoas se locomoviam pelos rios, alguns  imigrantes   chegaram  através  de  barcos. Vejamos  o  depoimento  de  um migrante que veio com sua família, o Sr. Crezio Reis de Castro:

Os primeiros grupos que aqui chegaram foram os goianos e os mineiros, que mais tarde foram engrossados por capixabas, paulistas e outros que também vieram com a mesma intenção, “conquista de terra” uma vez que no seu lugar de origem o valor da mesma se tornara exorbitante classificando-a como bem de luxo reservado a poucos que possuía o capital para adquirir-la.

A recordação do Sr. Raimundo Nonato exemplifica isso claramente.Nesse período a posse da terra é uma necessidade primordial na vida daqueles que chegam na região sudeste paraense.

A maioria dos imigrantes que aqui chegaram em busca de terras e de trabalho aqui permaneceram. É o que se conclui a partir de documentos analisados, sendo esses, registros de nascimento de alunos, que se matricularam de 86 a 89, com a finalidade de se fazer um levantamento dos seus estados de origem, ou seja, de sua naturalidade, os estados de origem foram diversificados ficando explicito que o Estado do Maranhão se acentuou mais.

Neste contexto surge Goianésia do Pará, situada no sudeste paraense, ás margens da rodovia PA – 150, onde mais tarde com a abertura da PA – 263, é atraído um fluxo migratório ainda maior para essa região em busca de trabalho. Em pouco tempo a terra disponível ficou escassa gerando alguns conflitos pela posse da terra.

Em fins da década de 70, iniciou-se a chegada de novos migrantes nessa região, vindos de diversas localidades, migrando principalmente do Maranhão, Ceará, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo e outros. Cada pessoa que aqui chegava trazia consigo o sonho de reverter sua posição econômica, na esperança de possuir seu próprio espaço de onde com trabalho e perseverança obteriam o sustento da família.

O povoado teve início com 12 barracos construídos a beira da PA – 150, já com a instalação das firmas que trabalhavam na abertura da PA – 263 (estrada que liga a PA – 150 à barragem de Tucuruí) e da SETENCO que implantava as linhas de transmissão, esse número se intensifica ainda mais, onde os acampamentos que serviram de canteiros de obras, foram transformados em povoações, assim como foi o caso de Goianésia do Pará, podemos elencar o surgimento de outros municípios como Abel Figueiredo, Rondon do Pará, D. Elizeu, Bom Jesus do Tocantins e outros.

Goianésia do Pará, tem sua história construída como já foi explicitado ás margens da PA – 150. Aorigem do nome, do citado município, é advindo de um pedido que um fazendeiro pioneiro da região de nome Anézio Guerra fez ao doar uma grande área de sua propriedade para assentamento das primeiras famílias que aqui chegavam em fins das décadas de 70, que o lugar que ora surgia fosse chamado de Goianésia do Pará em homenagem a sua terra natal Goianésia do Goiás.

Porém é pertinente ressaltar que anteriormente foi cogitado outro nome, sendo esse, Santana do Rio Verde, sugestão essa dada pelo Major Abidoral que queria  que a cidade levasse o nome de sua mãe Santana que possuía terras as margens do Igarapé Rio Verde.

Diante desse impasse reuniram-se moradores “respeitados” do local para que fosse decidido qual o nome seria, entre eles se encontravam o Sr. Calazans, a Profª Albaniza e a Srª. Benedita Felicidade de Melo e Silva e demais autoridades onde todos opinaram que se consagrasse o lugar com o nome que se encontrava na placa  colocada no final da estrada da dita fazenda (Goianésia do Pará), em homenagem aos goianos que aqui chegaram desbravando a densa mata para construírem suas fazendas.53 “Outra coisa que está na memória é que as pessoas trabalhavam noite e dia batendo martelo fazendo suas casas com luz de lamparina”.

Muitas foram as conquistas dos moradores goianesienses, ainda que para usufruírem dos mesmos tivessem que enfrentar obstáculos como ocorreu na instalação da primeira rede elétrica onde todos os moradores se unem com o mesmo propósito, de iluminar a cidade.

Construção do Mercado Municipal

A partir dos relatos de nossos entrevistados fica perceptível como os mesmos tinham espírito de coletividade e como havia entre eles solidariedade uns ajudavam os outros cada vez mais, a relação de vizinhança se firmava entre os mesmos.

Nesse momento todos tinham os mesmos objetivos indiferentes de qual bairro fossem, o que importava era que todos seriam beneficiados. Além do que numa cidade em desenvolvimento, todos os moradores se conhecem e estabelecem um relacionamento familiar, ou seja,um vinculo de amizade onde cada um conhece a vivencia do outro, fazendo parte do seu cotidiano, onde a própria rua é espaço de convivência.

Vila Janari – Lago da UHE

Percebemos nos relatos de alguns migrantes que aqui chegaram já na década de 80 essa imposição de virem para um lugar de difícil acesso que não oferecia condições de conforto para sua família no intuito de continuarem mantendo sua posição empregatícia. Observe os relatos de alguns dos migrantes que vieram nessas condições mas que se adaptaram e permaneceram na região com sua família até os dias atuais.

Como o caso de Sr. Wilson Urbano podemos elencar vários outros que tomaram o mesmo destino, a fim de exercer seu trabalho de administrador de empresas que aqui se instalavam. Graças a essa migração, que se acentuou durante a construção da rodovia, onde muitos acampamentos se transformaram em pequenos vilarejos.

A comunidade de Goianésia do Pará pertencia a comarca de Rondon do Pará, e a distância entre ambos sempre foi para os moradores, um empecilho para desenvolvimento do local, uma vez que a subprefeitura implantada por Rondon não dava conta de solucionar os problemas sociais que com o aumento da população se agravava cada vez mais. A assistência à população na área da saúde era precária nessa época, os moradores contraiam muita malária o que para muitos moradores foi fatal.

Era impossível solucionar os problemas relacionados a saúde com uma única farmácia que existia no lugar, embora essa tentasse amenizar a situação, da população, seria impossível pois a demanda de  doentes era ainda maior.

É possível perceber que entre os entrevistados existe a memória deste tempo de sofrimento de alegrias e conquistas. Essas lembranças do relacionamento trazem a tona situações vividas por eles revelando esse tempo como momento de felicidades e de emoções, de se harmonizar vizinho com vizinho, onde a união em prol de uma boa causa pode fazer muita diferença em meio a violência, as doenças enfim a tanto descaso e discriminação social.

1ª sede da Prefeitura Municipal

Comprovando que a reunião dessas pessoas, no ato de festejar possibilitem a elas se conhecer e se reconhecer como atores do seu meio, capazes de conviver com as mesmas condições de salário, saúde, habitação ainda que precários, instigando nos mesmos formas de se organizaram para lutar por melhores dia

A cidade torna-se o palco de vivências e lutas a fim de estabelecer o direito de viverem neste espaço reivindicando melhorias de vida e conquista de direitos de todos seja na pavimentação e na iluminação das ruas, construção de hospitais, escolas, bairros, etc. Ou seja, reestrutura-la para que o espaço de vivência dos atores sociais de Goianésia do Pará ofereça a estes um melhor espaço de vivência que lhes possibilitasse uma vida menos lúgrube.

Dentro desse contexto é pertinente analisarmos como ocorreu a construção do espaço urbano, enfocando os bairros que vão se expandindo e os que vão surgindo no entorno do núcleo pioneiro de Goianésia do Pará.  

A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO URBANO DE GOIANÉSIA

 Desde os primórdios da ocupação brasileira pelos portugueses, que o território amazônico tem sido conquistado e explorado até os dias atuais, esses e outros fatores vem dando ênfase ao surgimento de várias cidades, que se tornam espaços importantes para a vida econômica regional.

Nas ultimas décadas a população amazônica cresceu espantosamente. Observe o quadro a seguir:

   Região Norte: Evolução da População Urbana

(em números percentuais)

ESTADOS

1950

1960

1970

1980

1991

  ACRE

18,5

20,6

27,8

43,8

61,25

AMAPÁ

37,0

51,3

54,6

59,1

80,89

AMAZONAS

26,7

32,8

42,4

59,9

71,42

PARÁ

34,6

40,2

47,1

48,9

50,37

RONDÔNIA

37,4

43,2

53,6

47,3

58,20

RORAIMA

28,3

42,9

42,7

61,7

64,58

TOCANTINS

16,8

24,9

39,7

57,69

FONTE: IBGE, Censos Demográficos, 1950, 1960, 1970, 1980, 1991.

 Como já vimos no capitulo anterior esses núcleos urbanos surgiram principalmente para abrigar a população migrante de outras regiões do país que se direcionaram para essa região a partir da década de 50. Na medida em que os empreendimentos são instalados como comércios, indústrias, moradias etc. esses núcleos urbanos sofrem um acelerado crescimento; fato esse comprovado pelo gráfico acima onde explicita o crescimento urbano da Região Norte, até 1991, quando surgem no Sudeste Paraense nesse período, 71 novos municípios, lembrando que até o final dos anos 50 o Estado do Pará já contava com em total de 60 municípios constituídos, perfazendo então em 1993 um total de 131 municípios o que se apresenta concentrada no Sul e Sudeste paraense, como já foi afirmado anteriormente no  capítulo I.

No entanto somos sabedores que vários outros fatores contribuíram para o intenso processo de ocupação da região em questão – Sudeste Paraense – Podendo relacionar  a criação do BASA e da SUDAM, incentivos fiscais, a hidrelétrica de Tucuruí, a política de Colonização dirigida, os grandes projetos agropecuários e minerais  esses e outros fatores servem como aparato para estruturação urbanística de vários municípios.

O processo mais recente de ocupação e urbanização no Estado do Pará se deu em função das construções das estradas, da exploração do garimpo e dos grandes projetos. Sendo assim, toda cidade, em vias de crescimentos originários desses processos elencados, automaticamente terão alteração em seu número populacional, fazendo com que ocorra um “inchaço” demográfico neste local. Goianésia do Pará não fugiu a essa regra, pelo fato, que a construção da UHT impulsionou o processo migratório atraindo trabalhadores do campo e da cidade, não só da região, mas também de outros estados, com tal empreendimento a região recebe um grande contingente de trabalhadores, sobretudo de maranhenses, goianos, mineiros, capixabas e outros.

Nesse período Goianésia do Pará, segundo a memória aprendida recebia diariamente dezenas de trabalhadores, especuladores, ambulantes enfim, toda espécie de gente, pois o que se falava dessa localidade era o que instigava a vinda dos imigrantes; por ser um lugar de grandes expectativas, pois o povoado se localizava no entorno da UHT e através da viabilização da construção da PA – 150, aoportunidade de empregos era muito grande, o que veio proporcionar atração de um contingente de migrantes excessivo para os vilarejos vizinhos de Tucuruí.

Outro fator que se deve levar em conta e que se tornou  um elemento também significativo é que essas novas cidades apesar de surgidas em prazos curtos de tempo, devido a intensidade e rapidez com que os fluxos migratórios se movimentam no espaço, conseguiram superar o nível de concentração populacional, de cidades seculares  Percebe-se que tais processos de ocupação e urbanização dessas cidades superam cidades antigas, pelo fato, que a permanência desses contingentes populacionais nestas localidades são mantidas principalmente pela estabilidade que essas proporcionam em relação a geração de emprego por situar-se numa área de fronteira aberta, que atua também com atividades complementares como a pecuária, a agricultura de subsistência que serão a sustentabilidade das populações de pouco poder aquisitivo.  

Através dos relatos, é possível constatar que os primeiros moradores que conseguiram receber um pedaço de terra, se dedicavam ao trato da mesma, onde plantavam no inverno para colher no verão. Esse processo é dispendioso onde o posseiro roça, queima, incorpora a cinza ao solo, planta e colhe  isso para produzir seu sustento e o excedente era vendido para ajudar nas despesas básicas. Observe no relato do Sr. Deusdete Alves a comprovação desse fato.

Porém quando a estrutura agrária se torna deficiente provoca a migração dessas pessoas da área rural para a urbana, dando origem a um grande número de núcleos populacionais, o que vem justificar o surgimento de municípios o qual já exemplificamos anteriormente – Goianésia do Pará.

Vale ressaltar que o avanço urbano que a população goianesiense conquistou, se deve a implantação da rodovia que além de melhorar os canais de acesso e comunicação com outras localidades distantes, também proporcionaram inúmeros outros benefícios em termos sociais para a comunidade. Isso é o que percebemos nas palavras do Sr. Luís Carlos. “A mudança surpreendente em Goianésia do Pará foi pelo fato do asfaltamento, depois de construção da PA – 150 o lugarejo desabrochou”.  

Quando passa a contar com a existência da rodovia as possibilidades de desenvolvimento são totais, pois, através da mesma chega até longínquas localidades o progresso, ou seja, a modernização, mesmo que paulatinamente as transformações ocorrem e são percebidas em pequenas e grandes modificações que a cidade começa a sofrer tanto no aspecto econômico como no social. É sabido que esse “progresso” impulsiona o comércio, uma vez que o acesso a diversidade de   mercadorias   se  faz   necessário   pelo  fato  que  o  seu  fornecimento  excede juntamente  com o contingente  populacional. Nesse  momento  torna-se crucial uma Organização na rede comercial, que precisa se estabelecer de forma organizada para atender as exigências de um elevado número de consumidores. “A visão das pessoas era negócio (restaurantes, mercearias e outros) sistema comercial, uma grande parte não se envolveu com a terra…  

Percebemos então que as transformações que o lugarejo sofre são marcantes, com o aumento do contingente populacional surgem vários bairros, dos quais nos embasaremos pelo fato que o município toma forma, deixando de ser apenas uma referência de parada para muitos viajantes, com algumas casas (com quartos) expostas a beira da estrada, passando agora a se encorpar como município.

A década de 80 e inicio de 90 fica marcada com o surgimento dos bairros Rio Verde, Santa Luzia, Centro, Colegial, Alto Bonito, Industrial e Novo Horizonte. Cada um com sua peculiaridade, uma vez que as transformações não se efetivam igualmente para todos os bairros surgidos, ainda porque essas modificações para alguns serão aceleradas e para outros ocorrerá paulatinamente, devido a diferença de cada local onde esses se encontram, uns se mostram mais propícios ao crescimento, ao desenvolvimento, outros já se apresentaram com mais dificuldades, até mesmo pelo terreno, que mostrará variações de um lugar para outro. A partir da memória dos moradores mais antigos, é possível recompor o processo de desenvolvimento que Goianésia do Pará sofreu, nesse período que compreende de 1980 a 1991.

Para que possamos compreender esse processo de transformação dos bairros é pertinente que se faça um breve histórico dos mesmos, a fim de explicitar como se efetivou o surgimento de cada um, destacando os benefícios que estes conquistaram nesse período de 80 e 90.

Inauguração da Prefeitura Municipal, no Bairro Colegial situado à Rua Pedro Soares construída em 1999.

ALGUNS TRAÇOS DA OCUPAÇÃO DE GOIANÉSIA DO PARÁ  

A formação urbana da cidade de Goianésia do Pará deve-se principalmente a construção da PA – 150. Segundo informações de alguns dos moradores mais antigos, neste local se encontrava somente mata com algumas clareiras abertas para construir casas e mais tarde currais para cuidar do gado e plantações de roças para atender as necessidades básicas das famílias ali residentes.

Quando a estrada atravessou as fazendas dando acesso onde não havia, começaram a chegar novos moradores alguns vindo das proximidades, outros já de longínquas terras. Esse número de imigrantes se intensifica com as obras de pavimentação da rodovia; levando nessa época a população do lugarejo a crescer desproporcionalmente sugestionando o aumento de casas, ruas, bairros, mesmo que essa população fosse transitória, a movimentação não deixava de ser intensa.

Muitos moradores fixaram-se construindo suas residências de acordo com as oportunidades que lhes “sorrissem”, o que dependia na maioria das vezes de doações de lotes que eram feitos, ou mesmo de chegar e demarcar seu pedaço de chão, erguendo seu barraco ou cerca de madeira.

A cada dia a população aumentava, o crescimento demográfico se dava à revelia de um planejamento urbano, ou seja, as construções habitacionais eram erguidas mesmo sem um acompanhamento técnico esboçado dentro de uma lógica urbanística. O que fica perceptível ainda hoje em alguns bairros pioneiros do lugar.

Como a PA – 150 cortou o local, o vilarejo ficou dividido dando origem as margens direita e esquerda, os bairros começaram a surgir às margens da Rodovia, ficando distribuídos da seguinte forma na margem esquerda (sentido à Belém) foram edificados os bairros: Industrial, Colegial e Alto Bonito e a margem direita no mesmo sentido de Belém os bairros: Centro, Rio Verde e Santa Luzia.

No decorrer do capitulo em questão esboçaremos o ritmo de crescimento de cada um, a fim de explicitar o processo de construção, desenvolvimento e de dificuldades encontradas nesse período e que permanecem até os dias de hoje.

1.1     BAIRRO INDUSTRIAL

No Bairro Industrial, se concentram a maior parte das industrias madeireiras do município. Sendo o setor madeireiro responsável pelo desenvolvimento econômico da cidade, uma vez que o comércio da madeira estava voltado para os mercados nacional e internacional.

A economia de Goianésia do Pará, é voltada principalmente para o setor primário, onde se destaca o extrativismo da madeira.

A extração da madeira torna-se expressivo setor da economia local, impulsionando vários empresários, sobretudo capixabas e sulistas a virem se instalar no município uma vez que este despontava como grande fornecedor de madeira, e ainda em virtude de seus estados de origem estarem em decadência no setor madeireiro, o que os motivaram a se estabelecerem nesta localidade com suas máquinas e com suas famílias em busca de novas conquistas.

O município conta hoje com 41 industrias madeireiras que estão distribuídas na sua maioria, na zona urbana, sendo que o maior número das mesmas se concentram no Bairro Industrial à rua das industrias, como fica explicito na figura.

As distribuições das casas, no Bairro Industriais são feitas principalmente no pátio das serrarias para que os empregados de confiança que assumem cargos de responsabilidade estejam permanentes no trabalho e ainda ajudem na fiscalização contra roubos e invasões de vândalos. No entanto, em sua maioria os trabalhadores das serrarias, se concentram nos bairros periféricos devido seu poder aquisitivo ser reduzido, ocorrendo assim às chamadas ocupações espontâneas, onde a diferença da qualidade de vida é visível não apresentando condições mínimas de sobrevivência como água encanada, esgotos e pavimentação.

As casas dos donos de serrarias também se concentram nos arredores da serraria para facilitar o gerenciamento da mesma que exige total dedicação pelo fato, que essas oferecem um número de empregos elevados o que depende de atenção redobrada e de assistência em casos de acidentes contra os empregados e contra o patrimônio.

Ainda vale ressaltar que além do setor madeireiro ter contribuído em larga escala para o aumento abundante do território goianesiense, ele também se tornou o principal responsável para o fornecimento da matéria-prima para construção de um número elevado de casas desses migrantes que aqui chegaram, pelo fato que a indústria madeireira se estabeleceu como fundamental na economia local, já que o município possuía uma grande concentração vegetal, o que fez do mesmo um grande produtor de madeira beneficiada, pronta para construção local como para inter-regional, uma vez que a exportação de madeira beneficiada se fazia constante.

Como o município foi se tornando um grande fornecedor madeireiro de outras regiões, não poderia ter sido mais do que justo também ser destaque no trabalho artesanal em madeira, sendo essa a manifestação cultural que se destaca esboçando belíssimas obras de arte retratadas nos entalhes em madeira que são fabricados nos móveis comercializado no próprio município.

 Goianésia do Pará: Ocupação empregatícia da população por bairro

Pesquisa dos Bairros.

Bairros Visitados

Empreendimento Empregador:

Centro

Santa Luzia

Novo Horizonte

Santo Amaro

 

Rio Verde

Total

Serraria

07

10

09

02

28

Prefeitura

01

05

05

11

Agricultura

02

06

08

Outros

07

07

10

01

25

Autônomo

01

02

01

01

01

06

Desemprego(a)

05

03

09

01

18

Aposentado(a)

03

03

01

07

Nº Visitados

24

32

41

05

01

103

FONTE:  Organizado por Mariley Carla. (pesquisa de Campo realizada nos Bairros)

 A partir da leitura do gráfico organizado numa pesquisa de campo fica evidente que as serrarias tem sido o maior órgão empregatício do município de Goianésia do Pará, onde se concentram inúmeros trabalhadores, com uma jornada de trabalho de 08 horas diárias, havendo serrarias que mantém seu ritmo de trabalho 24 horas, ocorrendo simplesmente a troca de turnos, onde uma turma trabalha ao dia e a outra durante a noite. Muitos foram os empreendimentos feitos em Goianésia do Pará no ramo madeireiro.

Contudo o processo migratório se altera também pelo fato que muitos trabalhadores seriam atraídos pela oferta de trabalho das industrias madeireiras que requerem um volumoso número de mão-de-obra e com isso ocorrerá um avanço no município tanto em termos demográficos como econômicos, contribuindo para o desenvolvimento e prosperidade do município.

A economia também gira em torno da agricultura e da pecuária, como já vimos através  dos relatos dos  imigrantes que hoje  residem em Goianésia do Pará, a maioria desses vieram em busca de terra os que conseguiram concretizar esse sonho, estão voltados para o trabalho da terra, com cultivo de produtos agrícolas que se destacam como mais expressivos sendo eles o arroz e a mandioca e ainda exercendo a pecuária que se destaca como uma atividade dinâmica, principalmente o gado bovino de corte que se sobressai aos demais rebanhos, como: suínos, ovinos, caprinos e outros.

Podemos perceber através da figura que essas atividades estão distribuídas por toda área rural do município seja em fazendas de médio ou grande porte.

BAIRRO COLEGIAL

Com a construção da E.E. de 1º Grau Jader Fonteneles Barbalho origina-se um novo núcleo urbano denominado Bairro Colegial, incluindo em sua expansão um dos principais se não o único ponto de lazer da cidade: o campo de futebol “Fabio Mendes” que se apresentava como meio de diversão para a população, que aos domingos se concentrava neste local, onde ocorria a confraternização dos moradores mais antigos com os recém chegados, para troca de experiências num aconchegante momento de entretenimento.

Alguns relatos de moradores antigos dá conta de que houve um momento em que o campo era todo cercado, havia arquibancadas para os torcedores, onde a entrada era cobrada aos domingos em dias de jogo.

Neste bairro além da Escola Municipal de Ensino Fundamental Profº Lucíolo Oliveira  Rabelo,  se  encontram   localizados  a  E.  M.  E.  F.  Teoria  do  Saber  que funcionava num prédio alugado e ainda a única escola particular do município o IPAI (Instituto Pedagógico Arco-Íris).

BAIRRO ALTO BONITO

Segundo alguns moradores a localidade da margem direita não se fez muito propício a escavação de poços, pois esse é um terreno pedregoso difícil de ser trabalhado. Mas nem por isso não deixou de ser explorado pelos imigrantes que também fizeram desse local sua moradia.

Esse bairro se mostra mais acidentado, pois se localiza na parte mais alta da cidade, o que sugestionou o seu nome Bairro “Alto Bonito”.

Na parte mais alta do Bairro Alto Bonito foi construída a Igreja Católica.

Construção essa essencial e indispensável em qualquer concentração urbana, onde será o palco da realização dos principais eventos religiosos da comunidade católica, como a homenagem ao padroeiro do município “São João Batista” que ocorre, no período de 22 a 24 de junho, onde são realizados bingos, leilões e outras promoções e ao final do festejo é feita uma procissão seguida da celebração de uma missa que é acompanha por todos os fiéis. Outro momento de fé cristã é a execução da caminhada religiosa de Elineuza e Elizabeth denominada Romaria da Libertação; realizada em 17 de setembro de cada ano, onde a romaria se inicia várias caravanas vindas de várias localidade e recantos paraenses, ao chegar em Goianésia do Pará os romeiros se organizam para concretização da Romaria que se efetiva com a saída dos romeiros de pés até o santuário, que se localiza na PA – 263 direção à Tucuruí, onde foi edificado pela Prefeitura Municipal a pedido da população cristã uma capela com um memorial onde serão guardados os objetos que os romeiros deixam no local em cumprimento de suas promessas.

Todos os moradores são conhecedores do fato e relatam que o crime ocorreu no dia 17 de setembro de 1981, tendo como executor o Soldado Aragão, que assassina o Sr. Vicente no Km 90 da rodovia PA – 70 e ruma para Goianésia do Pará com a esposa do Sr. Vicente e suas duas filhas, onde na PA – 263 a 7 Km do centro de Goianésia ele consumou o crime matando mães e filhas em seguida ateando fogo no carro com as duas meninas dentro. Desde a tragédia, populares começaram a acender velas no local e fazer promessas e sendo atendidos milagrosamente, dando origem a Romaria da Libertação onde a demonstração de fé é incrível, com inúmeros milagres atribuídos as crianças conhecidas como Santa Elizabete e Santa Elineuza. Nesse ano de 2003 foi realizada a XXI Romaria da Libertação.

BAIRRO CENTRO

Primeiro Bairro a surgir no povoado; onde se concentravam as primeiras casas comerciais e o movimento mais intenso de pessoas.

O local de maior movimento se restringia  só no trecho do Sâmara na rua União, a rua Soares, que chamava-se rua do mercado a rua JK que se chamava Travessa Alacid.  Em um primeiro momento o centro se restringia as ruas citadas por ser este o local de maior movimento do povoado, mais tarde com o avanço das casas comerciais esse núcleo se alarga nos dois sentidos.

De acordo com os relatos dos moradores a “rua principal” torna-se o centro de negociação entre os comerciantes e moradores, que passa a chamar-se Avenida Tancredo Neves, localizada no bairro em questão.

As casas comerciais eram dispostas umas do lado das outras observe a figura. A mesma retrata a principal avenida, Tancredo Neves que segundo relato dos moradores pioneiros é o lugar onde se realizavam as barganhas, as vendas enfim onde se concretizava o Comércio. Para eles a margem esquerda é vista como a “melhor” pela questão do terreno e da disposição desse num local mais próximo aos córregos o que facilitou bastante a escavação de poços que é a única forma de abastecimento de água da cidade. Pode-se afirmar a partir desses pressupostos que este lado da margem da PA – 150 surge primeiro, por se apresentar mais propício a sobrevivência já que desde a pré-história os povos nômades procuravam locais próximos aos rios que lhes serviam não só como fonte de água como também de alimentação.

O Bairro em questão com o passar do tempo, torna-se cobiçado principalmente por grandes comerciantes e empresários imobiliários pelo fato que as melhorias ocorridas no mesmo, valorizam grandemente os imóveis (casas, pontos comercias) restringindo a habilitação a um número pequeno de moradores, senão aos possuidores de poder aquisitivo estável, ocorrendo assim a especulação imobiliária. Portanto no Bairro Centro se concentrará as casas comerciais e as residências dos donos dessas casas comerciais, sendo esses os únicos que conseguem abarcar os gastos exagerados que esses bairros requerem pela sua localidade, ficando perceptível que o espaço urbano será ocupado diferente, isso de acordo com o nível econômico e social das pessoas que se estabelecem no mesmo, ou seja, em município como o de Goianésia do Pará é possível encontrar essa diversificação social, os bairros onde os operários das indústrias madeireiras moram não apresentarão as melhorias;onde residem os empresários donos das madeireiras, o mesmo pode se dizer ao saneamento básico disponibilizado a esses bairros haverá uma grande diferença de saneamento básico de um pro outro. Enfim a posição econômica e social do individuo é que vai demarcar seu território de atuação.

 BAIRRO RIO VERDE  

“Iniciando os comércios houve a necessidade de Goianésia se transformar em uma cidade, ai surgiu mais situação de abrir a mata, Sr. Adelino conseguiu uma parte da terra dele cortou alguns lotes pro lado do Rio Verde onde a margem esquerda da Rodovia era “melhor” porque a margem direita era um lugar de muito pedra não dava pra cavar poço, então o lado esquerdo a facilidade para se escavar era muito melhor e a terra era mais plana para o plantio”.

Para a maior parte dos entrevistados paralelos ao surgimento do Bairro Centro, inicia-se o loteamento do Bairro Rio Verde, que recebeu esse nome devido ser próximo a um córrego de águas verdes. Neste local já se encontravam instalados alguns dos primeiros imigrantes que aqui chegaram na década de 70, entre eles o Sr. Adelino Brito dos Santos que tinha como sócio de terras Valdemar Jacinto da Silva, que foram responsáveis pelo loteamento do referido Bairro; uma vez que suas terras foram compradas  para que fosse concluído a formação do bairro Rio Verde, que devido sua localidade é considerado o Bairro que possui terras mais férteis com abundantes plantações; lembrando ainda que os mesmos doaram a área para construção do hospital, que mesmo após ser construído preexistiam os problemas relativos a falta de uma política de saúde pública, uma vez que a cidade não dispunha de pessoas qualificadas na área clínica.

No entanto embora o prédio estivesse sido concluído e ainda contar com aparelhos necessários para atender minimamente a comunidade, o muito que oferecia as pessoas acometidas de doenças era um atendimento que amenizava o quadro clínico dos mesmos, que na sua maioria se encontravam desprovidas de condições financeiras capazes de custear tanto seu deslocamento para outras cidades próximo  uma vez que a única ambulância disponível vivia com defeitos; como para bancar o tratamento especifico para sua doença.

BAIRRO SANTA LUZIA 

É sabido que o surgimento das cidades estão ligados aos grandes empreendimentos econômicos a exemplo disso pode-se citar a Usina Hidrelétrica de Tucuruí que cooperou sobremaneira para o surgimento de Goianésia do Pará. Nesse Município também será possível perceber que na ocupação do espaço urbano há diferença na qualidade de vida de um bairro pra outro. Principalmente nos bairros periféricos onde o crescimento urbano desordenado tem ocasionado graves dilemas. Com acentuados fluxos de migrantes rurais para as cidades ou de áreas estagnadas para novas áreas em evolução, observa-se que essas cidades vão enfrentar sérios problemas de demanda por serviços urbanos sem estarem preparadas para atende-la. Os bairros periféricos crescem celeremente através da invasão de terrenos não ocupados, recolocando a questão da propriedade agora a nível urbano . 

A belém trabalha as questões de planejamentos urbanos explicitando os dilemas que os habitantes da zona urbana passam quando se acelera o fluxo migratório para uma dada cidade. Essa realidade não se distância em nada das situações vividas num bairro periférico de Goianésia, conhecido como Bairro Santa Luzia que anteriormente pela precariedade, pela falta de saneamento básico, ordenação das construções dos barracos e falta de rede de energia elétrica, levam seus moradores a baixos níveis de sobrevivência; o que atraia muitos ratos para o local, sendo apelidado de “Vila dos Ratos” pois, oferecia condições subumanas de vida.

Este é o bairro mais populoso, pois nele se concentrou um fluxo populacional elevado que apresenta sérias complicações tanto nas condições de moradias, saneamento básico como na distribuição da rede elétrica onde vários barracos utilizam “gatos” para usufruírem de iluminação em suas casas, colocando-os em grandes riscos de vida. Uma dessas situações é perceptível através do registro de uma das ruas do referido bairro, que apresenta todas as características da má distribuição da energia com retrata a figura:

Outro problema marcante era a falta da Coleta do lixo, que era responsável pela proliferação de doenças contaminando a água dos córregos que cortam o bairro e o Rio Verde e que é acesso de todos os moradores que para executarem seus afazeres domésticos fazem utilização desses locais, ainda que tenham o poço; não deixaram de fazer uso da água do rio, ficando expostos a contaminação de doenças através do consumo dessa água.

Contudo ao longo dos anos é pertinente ressaltar que no bairro Santa Luzia ocorreram melhorias básicas que vieram amenizar bastante a má condição de vida que o mesmo oferecia. Dentre essas mudanças, sem dúvida a mais importante foi a regularização e a implementação da energia elétrica proporcionando iluminação das ruas, e a legalização do fornecimento de energia das casas, algumas ruas foram cobertas com seixo, o que veio facilitar a execução de alguns serviços sociais como a coleta do lixo, rondas policiais, construção de escola, posto de saúde, distribuição de água, graças a construção de um poço artesiano.

Pode-se dizer que essas cidades são levadas a crescerem desordenadamente, devido principalmente ao processo de industrialização pelos quais elas se destinam em busca do desenvolvimento que acompanha o capitalismo, e que é imposto por este.

Portanto as fotografias expostas ajudarão a compreender esses problemas sociais de acordo com a distribuição dos bairros e seus desenhos urbanos. Essas desorganizações urbanas impedem muitas vezes que as cidades tenham condições de usufruir de condições de saneamento básico, iluminação, saúde, escolas e outras por não possuírem um planejamento urbano suficiente que dê aparato para se efetuar sua urbanização.

O que vem explicar porque na maioria das cidades a urbanização se processa principalmente nos bairros de classe média, que são melhores distribuídos, apresentando uma infra-estrutura razoável com o mínimo de planejamento urbano. A partir dessa análise sobre o bairro Santa Luzia verifica-se que a estrutura urbana do núcleo preexistente é incapaz de acolher o surto populacional, levando à reprodução de condições de vida a níveis baixíssimos acompanhados de todas as mazelas sociais: pobreza, prostituição e violência

É pertinente ressaltar que embora, a cidade aumentasse sua dimensão espacial, não significa sinônimo de melhorias na sua infra-estrutura urbana, pois esta se apresenta inalterada, ou seja, com as mesmas deficiências de antes e que com e tempo se agravam ainda mais. Onde juntamente com esse crescimento surgem problemas de saneamento, de habitação de equipamento comunitários (escolas, hospitais etc.) demonstrando que a infra-estrutura não tem dado conta de acompanhar o ritmo de crescimento da cidade.

Além desses problemas elencados, outros problemas também fazem parte da realidade urbana de Goianésia do Pará, uma agravante é o descaso dos governantes de Rondon e da crítica situação administrativa do secretário da sub-prefeitura local, os ânimos dos moradores se inflamam a ponto de se revoltarem com as condições que a cidade se encontrava de abandono, tanto na área da saúde como de segurança pública, que com o aumento da população tornasse cada vez mais agravante pois, anterior a esse crescimento da população, os serviços básicos já mostravam inoperantes incapazes de oferecer soluções para os problemas da comunidade.

Essa revolta é perceptível quando ocorre na cidade uma chacina, onde são mortas duas mulheres e uma criança, dentro de sua própria casa. Não havendo nem uma resolução para o caso os moradores se revoltam e em protesto ao abandono que se vêem mergulhados, queimam a delegacia de policia

Entre esse e outros acontecimentos a população começa a engendrar planos de desvencilhar-se do poder político de Rondon, buscando trilhar seus próprios caminhos sendo capazes de decidir seus objetivos.

Todos esses fatos ocorridos que foram explicitados começavam a delinear um novo caminho a ser trilhado pelos habitantes goianesienses, rumando esse povoado para a direção da prosperidade e dando condições a esses de caminharem com suas próprias pernas a fim de tomarem suas próprias decisões políticas, econômicas e sociais.

Esse novo rumo que a cidade almejava é advinda de uma longa trajetória de conquistas e realizações, onde a expectativa dos moradores, é fazer com que Goianésia se transformasse num futuro bem próximo;  em uma das mais prósperas cidades do Sudeste Paraense.

EMANCIPAÇÃO DE GOIANÉSIA DO PARÁ

 Se analisarmos o surgimento das cidades de um modo geral, percebemos que todas exibem problemáticas diferenciadas. Seja no tamanho, no tipo de atividade e na região que estão inseridas etc. visto que em algumas essas diferenças se apresentarão com mais intensidade, variando de lugar para lugar.

No entanto, o que encontraremos de comum entre elas, e que são genéricos a todas essas cidades; são as mazelas pelas quais eles passam devidos seus problemas como o desemprego, a habilitação, o transporte, o lazer a água, o esgoto, a educação e saúde; que quanto maior for a cidade, mais enormes apareceram as carências.

Goianésia do Pará surgia timidamente, em meio a algumas fazendas até mesmo a alguns municípios.

 Estavam construindo a PA – 150 e alguém me avisou que estava surgindo uma vila aqui e que era município de São Domingos do Capim se não me engano,  São Domingos do Capim era divisor de águas então toda água que corria para o Capim automaticamente era do Capim… Peguei uma promotora, um delegado e um representante municipal e vim por Tomé Açú, hasteamos a bandeira do município e implantamos aqui uma administração provisória

Nesse período Goianésia se torna pertencente ao município de São Domingos do Capim que se localiza aproximadamente a 700 Km . Toda assistência necessária proveria desta localidade onde o administrador local Sr. Candido do Nascimento de Oliveira se comprometia providenciar de acordo com as necessidades básicas da comunidade naquele momento.

Muito foi feito, casas de alvenaria foram construídas a Escola Governador Alacid Nunes, ainda que tivesse 02 salas também foi feita, a merenda escolar para os alunos e também o pagamento dos professores eram advindos do município de São Domingos do Capim.

A preocupação do administrador era intensa com Goianésia que toda e qualquer oportunidade que este tivesse de trazer até o povoado um deputado estadual para que o lugar obtivesse melhorias, isso era providenciado sem sombra de dúvidas.

No ano de 82 o município de Rondon do Pará, que também pertencia a São Domingos do Capim, adquire sua municipalidade, devido o acelerado crescimento populacional e econômico, a vila acabou elevada à condição de Município, desmembrando-se então de São Domingos do Capim.

Em 1986 Goianésia passa a ser distrito de Rondon do Pará, onde agora deveria prestar obediência. Automaticamente foi instalada neste local uma subprefeitura pelo prefeito de Rondon, com a finalidade de melhor administrar a vila uma vez, que a distância entre os municípios se apresentava como principal obstáculo para os moradores e administradores. Segundo relato dos moradores mais antigos a distância entre ambos os municípios sempre foi para os munícipes um empecilho para o desenvolvimento local.

Os administradores de Rondon do Pará faziam o que podiam para amenizar a precariedade que se encontrava o povoado, a princípio  foram enviados pra cá uma caçamba e dois funcionários para ficar trabalhando na época foi o Manoel da Baroneza, o seu Constantino depois vieram o Erasmo Aranha e João Aranha todos eles trabalharam na subprefeitura  A subprefeitura funcionava numa casa de madeira à rua Vasco da Gama, a mesma se encontrava em péssimas condições de conservação, a atuação da administração funcionava nesse período com oito funcionários cujo, os mesmos se dividiam nos seguintes cargos: 01 administrador municipal, 01secretária, 01 zelador, 01 motorista, 03 braçais e um vigia do mercado municipal.

No entanto face às necessidades básicas que o povoado exigia pelo seu extenso território este número de funcionários se apresentava insuficiente. Nesta conjuntura os moradores cada vez mais se viam insatisfeitos com as condições de vida, isso decorrente da distância que inviabilizava a concretização de vários benefícios para a referida vila.

Neste contexto, germina em meio a tanto descontentamento a lógica emanciopacionista, sendo esta o meio mais viável para se redefinir o espaço territorial onde a divisão é a forma de legitimar e apropriar-se de seus domínios territoriais. Muitos moradores vão se juntar para reivindicar seus direitos, e com isso iniciam o processo de emancipação de Goianésia do Pará. Engajados nesta empreitada vão estar pessoas de concepções adverdas, até mesmo surgiram aqueles que se mostraram pessimistas e incrédulos na realização deste muito sonhado desligamento.

A partir da apreensão da memória antiga nota-se que neste período havia também um grupo de pessoas que já buscavam justiça social sendo esses componentes da associação de moradores se destacando entre eles Sr. Adelino Brito, Deusdete Alves da Silva, Pedro Alves Feitosa e outros que vieram suceder a CPT que anteriormente se preocupava com essas questões voltadas para o social, como organização dos trabalhadores e composição da associação de moradores a força aumentou fortalecendo seus direitos, muitos se fez pela vila através deste órgão como: melhorias na saúde, onde se conseguiu remédios para serem distribuídos entre os carentes, providencia de enviar doentes para hospitais mais próximos e até esmo a capital, solicitação do posto dos correios, construção de pista de aviões entre outros. Porém no momento de se entrar em consenso houve um pequeno entrave onde os participantes da comissão organizadora do plebiscito: José Mariano (Zé Fininho), Evaldo Mendes, Sebastião Constantino, Sr. Alberto, Dona Cristina, Sr. Manolino, Sr. Olacir Calado, Sr. Bob Borille, Sr. João Baiano, Sr. Mauro Corrêa, Sr. Crisontino Gonçalves, Silvio Slongo, e os membros da associação de moradores não se uniram e esperaram que cada parte interessada viesse aderir ao movimento, como p tempo para se realizar o plebiscito era limitado, seria necessário que  as representações individuais e sócias das localidades, construíssem para forjar para construir uma identidade coletiva me relação ao lugar. Esse processo de construção da identidade coletiva se sobrepor as diferenças e antagonismos presente, através de um complexa e difusa trama de simbolismo e da difusão de uma ideologia territorial, visto que, o desenvolvimento total dependeria desta harmonia, ambas as partes foram ouvidas, onde cada uma expôs seu ponto de vista, proporcionando perceber-se que não havia idéias contrarias entre elas, todos naquele momento decisivo almejavam as mesmas conquistas, ou seja, a municipalização do território se apresenta como instrumento fundamental para o ordenamento do espaço local neste contexto de desestruturação urbana a cidade reflete as características da sociedade e ao longo da história compreendemos que ela é o principal local da lutas sociais, onde são expostas as insatisfações de seus  habitantes.

Para alguns moradores seria crucial, emancipar-se, porém esse pensamento precisava se tornar um anseio popular, diante dessa perspectiva foram feitas varias reuniões, para se articular como se efetivaria a campanha do plebiscito. O primeiro passo em direção a municipalização seria  A criação do consenso em torno da emancipação das localidades de Breu Branco, Novo Repartimento, Goianésia do Pará e Nova Ipixuna, foi fruto de um amplo processo de convencimento da população. Com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade local em defesa do território firam uso das representações que a população tem acerca de seu espaço de vivência e produção. Lançando mão da eficácia simbólica dessas idéias, mobilizaram a população em torno do projeto emancipacionista.

Todo um aparato foi montado para que fosse realizado as propagandas a conscientização era feita através de carros volantes pedindo ao povo que votasse no “sim” para que o município pudesse ter uma melhora, ou seja, mais atenção dos governantes. Para que Goianésia não morresse a mingua O movimento foi se fortalecendo ainda mais a partir das reuniões realizadas nas vilas adjacentes, quando a população foi comunicada. A partir daí, ocorreu uma mobilização coletiva para conseguir o objetivo. O povo era convidado a participar da eleição. Nesse dia havia uma única candidata que era “Goianésia “não tinha fiscal, nem partido, nem concorrente, foi muito emocionante

A população pode contar com o apoio do Deputado Estadual da época Raimundo Temístocles Nascimento Belém, que se destacou como esteio da emancipação  entramos em contato com Belém, Ademir Andrade, ai eles nos deram a certeza de que dependia de nos levantar a bandeira da emancipação, então lutamos com todas as forças por ela   de imediato foi feito um levantamento de números de eleitores que residiam no povoado em seguida foi organizado o abaixo assinado, cujo mesmo seria enviado a Assembléia Legislativa, pelo já citado deputado Raimundo Temístocles Nascimento Belém, o autor do projeto de Emancipação de Goianésia do Pará, Breu Branco e Novo Repartimento, para que se pudesse avaliar todos os requisitos legais, pois segundo ele somente a emancipação é o meio para se chegar a autonomia e ao desenvolvimento . Essa autonomia e ao desenvolvimento parecia cada vez mais real quando foi propagado a autorização pelo órgão competente para que ocorresse a consulta popular, que culminou com o plebiscito do dia 28 de janeiro de 1991, e que teve o seguinte resultado expresso no quadro.

Resultado Final do Plebiscito

ELEITORES

VOTOS

Aptos a votar

3.105

Comparecimento

1.727

Abstenção

1.378

Sim

1.655

Não

40

Brancos

17

Nulos

14

Total de Seções

10

Fonte: NOVOS MUNICÍPIOS PARAENSES. Belém: SEPLAN 1993

Os dados acima mostram que dos eleitores aptos (55%) compareceram, e deste 95,83% disseram sim, deixando claro que a criação do novo município era vontade da maioria.

O município passa ter sua sede na atual vila, que com a sua emancipação consumada oficialmente de acordo com a lei nº 5.686, de 13 de dezembro de 1991, passa a categoria de cidade, denominada Goianésia do Pará. Tendo sua área territorial desmembrada dos Municípios de Rondon do Pará, Jacundá, Mojú e Tucuruí, ficando o município com uma extensão territorial de 7.971, Km², estando o mesmo localizado no Sudeste do Pará, sendo microrregião de Paragominas e fazendo limites com Uliopólis – Norte; Jacundá e Ipixuna do Pará – Sul; Breu Branco e Novo Repartimento – Leste; Dom Eliseu e Rondon do Pará – Oeste.

Realizada a emancipação, o município, adquiri sua autonomia, sendo realizada os levantamentos patrimoniais designados ao município criando, no aspecto jurídico será regulamentado pelos atos e leis do município de Rondon do Pará, e ainda integraria a mesma comarca judiciária do município a que pertencia.

A partir de então surgem ainda mais perspectivas para melhoria a situação política econômica e social do município, com as eleições para ocupar o cargo de administrador local, que culminaria no dia 03 de outubro de 1992, onde se candidatam a concorrência da Prefeitura pelo partido PSDB Sr. Evaldo Mendes (para Prefeito) e Dona Dulce (vice-prefeita), pelo partido PMDB Sr. João Baiano (para Prefeito) e Idalecio (vice-prefeito), pelo partido PSC, Sr. Amario Lopes Fernandes (para Prefeito) e Hortêncio Alves (vice-prefeito), pelo partido PT e PSB, Sr. Manoelino (para Prefeito) e Adelino Brito (vice-prefeito); campanhas, diretórios, comícios, panfletos e tudo mais que os candidatos tivessem direito foi feito, a disputa foi acirrada, todos almejavam chegar ao governo. Porém isso só seria permitido a um candidato, pois somente um sairia vencedor.

É sabido, que o município de Goianésia se encontrava em grandes dificuldades financeiras, e mergulhado numa desestrutura física e social. A partir da municipalidade; novas esperanças brotavam no coração e nas mentalidades de seus munícipes, onde esses com grande expectativa depositavam na pessoa do Prefeito a esperança de ter valorização no poder local, na promoção do desenvolvimento, ou seja, garantir ao município melhoria da qualidade de vida, modificando assim o quadro de exclusão social em que vivia grande parte da população urbana de Goianésia, a fim de solucionar os problemas advindos da demanda cotidiana.

A prefeitura foi instalada no dia 1º de janeiro de 1993, com a posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores eleitos no pleito municipal de 03 de outubro de 1992. Sendo Empossados o Prefeito Amário Lopes Fernandes, o vice-prefeito e os nove vereadores, que compuseram a câmara.

 Albaniza Sousa de Aguiar                         PMDB.  
Iara Rodrigues Moreira                                PL.  
João Pereira de Souza                                PSDB.  
José Calixto Bezerra                                   PSB.  
Manoel Mendes Filho                                  PSDB.  
Mª Joseíla Diógenes Urbano                         PDT.  
Valtair de Laia                                             PMDB.  
Francisco Mendes                                      PSC.  
Raimundo Pereira de Sousa                        PSDB.

A (esq.) Vice Ortênncio Alves e sua esposa Srª. Bernadete; a (dir) Prefeito Amario Lopes e sua esposa Srª. Ediléia Paes.

Os vereadores em frente do fórum de Rondon quando foram diplomados.

Uma vez que as eleições foram realizadas e os administradores do município já se dessem por empossados, o que restava era arregaçar as mangas e iniciar os trabalhos. O município carecia de muitas medidas que precisavam ser resolvidas mais urgentemente e que aos olhos dos administradores talvez fossem irrisórias, mas para os habitantes faria uma grande diferença, pelo fato que, tudo que se fizesse surtiria um efeito considerável, mediante a necessidade que era grande. Caberia a nova administração fazer de suas atribuições legais fazendo exercer sua autonomia e com isso possibilitar a implantação de uma política condizente com a realidade local.

O primeiro ano de administração foi razoavelmente compensador, tanto para os moradores da zona rural como para a urbana, pois muitos projetos foram empreendidos nestes setores. Alguns foram execução de requerimentos aprovados pelos vereadores em exercício, que foram apresentadas ao poder executivo no decorrer do ano de 1993. Acompanhe alguns desses benefícios disponibilizados a população.

O município necessitava de um número elevado de obras para garantir melhores condições de vida, no entanto não se podia por parte do governo, viabilizar todas as obras de imediato, isso se faria no decorrer de seu mandato. Acompanhe algumas das obras executadas nos mandatos que vieram suceder na 1ª Gestão Municipal que transcorreu de 93 à 96.

CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

O município de Goianésia esta localizada na Mesoregião do Sudeste Paraense, na Microrregião de Tucuruí. Possui uma área territorial de 7,971 km2 e seus limites são:

  • Norte: Ipixuna;
  • Sul: Jacundá;
  • Leste: Abel Figueiredo;
  • Oeste: Breu Branco.

Existe na sede municipal, um posto telefônico (TELEMAR), uma delegacia de policia civil, uma agencia de Correios e um terminal rodoviário. O principal acesso é o rio Tocantins e as principais ligações são realizadas com os municípios vizinhos e com Tucurui ( 76 km ), Marabá(170), Belém(292KM).:

O município não dispõe de Comarca nem qualquer agencia bancaria. Integra a Comarca de Jacundá onde também são realizadas as transações financeiras.

A lei que criou o município não estabeleceu distritos, apenas elevou a principal localidade a categoria de cidade, com a denominação de Goianésia do Pará. Atualmente, alem do distrito sede, podemos citar as Vilas de  Pitinga, Vila Aparecida, Jutuba, Janarí, e São Benedito.

Vila Pitinga
Vila Aparecida
Vila Janari

O município é, ainda hoje, região de intenso fluxo migratório, principalmente por estar bem próximo a Hidrelétrica de Tucurui.

As mobilizações pela autonomia do município proporcionaram o fortalecimento de diversas associações e sindicatos. Com a emancipação, estes movimentos se fortaleceram e hoje, já se articulam na busca de soluções para a resolução dos problemas ambientais locais.

O FPM – Fundo de Participação dos Municípios, em 2000 – foi de R$ 469.733,10.

Fonte:Prefeitura Municipal de Goianésia do Pará – Assessoria de Comunicação

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